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| Fonte: http://www.papeldeparede.etc.br |
O título deste texto é a mais nova expressão
do meu amigo Riba Mearim, por saber que Elisa Quadros, conhecida como
Sininho, é a organizadora das chamadas manifestações violentas no Rio de
Janeiro. Num primeiro momento, achei um exagero, mas precisei concordar com ele.
Há coerência nessa afirmação. Afinal, estamos em um momento em que os homens e as
mulheres que estão no poder têm os seus currículos recheados de episódios de
violência praticados no passado próximo. Portanto, pela lógica, quem hoje
envereda nessas trilhas de ações violentas, se credencia sim para, no futuro,
ocupar postos-chave da direção do país.
Na minha adolescência tomava
conhecimento de atos de terrorismo do IRA no Reino Unido, das FARCs
colombianas, e de outros movimentos que buscam a consecução do poder pela
violência. Ficava intrigado com a quantidade de atentados a bomba nos quais
morriam muita gente inocente. Ficaram muitas dúvidas. Entre as quais a de saber
como aqueles terroristas se comportariam caso assumissem o poder e, como governantes, viessem a ser incomodados por semelhantes ondas de terrorismo. O que
diriam aos seus opositores? Teriam a cara de pau para adotar slogans de
não-violência?
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| Fonte: http://g1.globo.com |
Em O Alienista, de
Machado de Assis, o barbeiro Porfírio após tomar o poder em Itaguaí, no que
resultou em onze mortos e vinte e cinco pessoas feridas, dirige-se assim ao
povo, na primeira crise de credibilidade que enfrenta: “Confiai em mim; e tudo se fará pela melhor maneira. Só vos recomendo
ordem. E ordem, meus amigos, é a base do governo...” Ordem, paz, segurança...
Como alguém pode recomendá-las ou garanti-las, se deu exemplos contrários?
Parece ter sido fácil a Machado atribuir tais falas a um personagem de uma obra literária.
Mas, e se o escritor houver se baseado na realidade? Vida, arte... Quem imita
quem?